Que grande susto!

Para mim foi uma aventura!
24 horas fora de casa!
Em fuga. Sem pensar em malefícios. Sem sentimentalismos!
" Para a frente é qu ´é Lisboa!" e levado por esta deixa fui conhecer mundo.
A Luna acompanhou-me.
Para quem não sabe, a Luna é a minha mais recente amiga. É uma Beagle e é uma "belezura"!
Sem mapas, sem GPS, puxados pela loucura de correr e de fazer tropelias avançámos sem medo.
Um cão não pensa, amigos!
Um cão vive.
Não pensei em donos, e nas dores de cabeça que deixava para trás, não senhor.
Pensei no desconhecido, em fazer novos amigos, em trilhar caminhos para lá da minha fronteira de sempre que é o meu jardim.
Pensei em ser livre e deitar cá para fora todo o meu instinto de cão que nasceu selvagem.
Conheci mundo.
Ultrapassei barreiras e venci o medo da distância.
E apesar dos quilómetros que palmilhei, regressei a casa.
Sabia que me esperavam.
Conhecia o caminho. Estava gravado no meu cérebro "pequenino" de Dalmata! (Numa escala de inteligência de 0-5, classificam-me com 3! Mas esta gente desconhece que " o hábito não faz o monge"!)
Nasci para galgar muros, para escoltar carruagens, para acompanhar aristocratas e um só espaço, por vezes, é muito pouco!
Por isso deambulei por aí.
Mas voltei.
Volto sempre à minha família.
Não esperava era deixar para trás a Luna.
O meu GPS não tinha visor e os meus donos inquietaram-se.
Felizmente, as redes sociais - que também têm pontos positivos - criaram uma corrente de solidariedade e a Luna apareceu! Alguém esteve atento àquela cadeia e o elo deu-se!
Que alegria no reencontro!|

Afinal, tenho a acrescentar que a Família é o melhor do mundo!

(Flash)

Comentários